sábado, 4 de abril de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Midnight Sun
Enquanto eu encarava o céu estrelado, era como se houvesse uma obstrução entre meus olhos e a sua beleza. A obstrução era um rosto, um rosto humano comum, mas eu não conseguia tirá-lo da minha cabeça.
Entre mim e o luminoso céu estava aquele par de olhos marrons assustados que me encaravam, parecendo perguntar o que esta decisão significava para ela. Claro que eu não poderia ter certeza se essa era a informação que seus olhos viam. Até na minha imaginação eu não podia ouvir os seus pensamentos. Os olhos da Bella Swan continuavam a perguntar e a vista das estrelas continuava a me evitar. Com um suspiro profundo eu desisti e me levantei.
Por que isso me incomodava, a preocupação protetora que de repente emanou dos pensamentos de Mike Newton? O que importava se havia uma barreira possessiva para ele? Não era da minha conta se Mike Newton se sentia desnecessariamente ansioso por ela. Talvez essa era a forma que todos respondiam a ela. Eu também não tinha, instintivamente, querido protegê-la? Antes de eu ter querido matá-la, quero dizer…Mas estava a garota doente?
Alice riu e todos nós a acompanhamos. Eu podia ver na cabeça de Alice como ela havia orquestrado esse momento perfeito e eu sabia que a garota – eu devia parar de pensar nela dessa forma, como se ela fosse a única garota no mundo – que Bella estaria assistindo enquanto nós riamos e brincávamos, parecendo tão felizes e humanos e surrealmente ideais quanto uma pintura de Norman Rockwell.
Queria que ele tivesse ficado aonde ele foi, Mike pensou, me olhando furioso. Hmm, interessante, eu não tinha percebido que o garoto desejava essas coisas para mim. Esse era um novo desenvolvimento, tão recente quanto a chegada da garota parecia. Até mais interessante, eu me achei – para minha surpresa — que o sentimento era mútuo.
Ela parou, e foi repassando uma vasta coleção de memórias de suas outras visões recentes a meu respeito. Eram todas do mesmo jeito – borradas e vagas.“Mas eu acho que alguma coisa está mudando”, ela falou em voz alta. “Sua vida parece estar numa encruzilhada.”Eu ri sinistramente. “Você percebe que soou como um cigano de araque no carnaval, certo?”Ela mostrou sua pequena língua para mim.
Era embaraçoso como meu mundo de repente parecia estar vazio de qualquer coisa que não fosse ela – toda a minha existência centrada ao redor da garota, ao invés de em mim mesmo.
Um”, ele a ouviu dizer. E então ela fez uma pausa tão longa que Tyler achou que sua pergunta a tivesse deixado confusa. Finalmente, ela continuou. “Edward me puxou para fora do caminho”.Eu expirei. E então minha respiração acelerou. Eu nunca havia ouvido ela dizer meu nome antes. Eu gostei da maneira que soava – mesmo apenas ouvindo através dos pensamentos de Tyler. Eu queria ouvir pessoalmente…
Eu encarei seu rosto por um longo momento. Esta era a última vez que eu a veria. Este fato disparou uma dor aguda no meu peito. Será que era porque eu odiava deixar qualquer quebra-cabeça sem solução? Isso não parecia uma explicação boa o bastante.Finalmente, eu respirei profundamente e me movi para o campo de visão deles.
Eu a amava? Eu achava que não. Ainda não. Os relances de Alice, do futuro, tinham ficado comigo, porém, e eu podia ver como seria fácil amar Bella. Seria exatamente como cair: sem necessidade de esforço. Não me deixar amá-la era o oposto de cair—era como subir um penhasco, uma mão de cada vez, uma tarefa tão exaustiva como seria se eu tivesse a força de um mortal.
O som de meu nome nos lábios dela fez coisas estranhas em meu corpo. Se meu coração batesse, ele teria acelerado.
Como a maneira que a mente dela funcionava era confusa e incompreensível! Ela não deve pensar que nem os outros humanos. Essa devia ser a explicação por trás de seu silêncio mental. Ela era completamente diferente.
Um coração morto e congelado poderia se quebrar? Parecia que o meu podia.
Um coração morto e congelado poderia voltar a bater? Parecia que o meu ia.
Minha vida era uma meia-noite imutável, infinita. Devia ser, por necessidade, sempre meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse nascendo agora, no meio da minha meia-noite?
Eu sempre amaria esta frágil garota humana, pelo resto da minha existência ilimitada.
“Bella, você é extremamente absurda.” rebati.O rosto dela corou e ela virou as costas para mim. Ela começou a se afastar.Remorso. Eu não tinha direitos sobre o meu anjo.“Espere,” implorei.Ela não parou, então eu a segui.“Me desculpe, aquilo foi rude. Não estou dizendo que não é verdade,”—era absurdo imaginar que eu queria que ela se machucasse da maneira que fosse—“mas foi rude dizer, de qualquer forma.”“Por que você não me deixa em paz?”Acredite, eu queria dizer, eu tentei.Ah é, e também, estou deploravelmente apaixonado pro você.Manter as coisas leves.“Eu queria te perguntar uma coisa, mas você me distraiu.” Um plano de ação tinha acabado de me ocorrer e eu ri.“Você tem algum problema com múltiplas personalidades?” ela perguntou.
“Você está fazendo de novo.” apontei.Ela suspirou. “Então ‘tá. O que você quer perguntar?”“Eu estava pensando se, uma semana depois desse sábado…” observei o choque cruzar o rosto dela e segurei uma risada. “Você sabe, o dia do baile de primavera-“Ela me cortou, finalmente voltando a me encarar. “Você está tentando ser engraçado?”Sim. “Você vai me deixar terminar?”Ela esperou, em silêncio, seus dentes pressionados.
Ela ficou de pé num salto. “Nós vamos nos atrasar”, ela disse, antes que eu começasse a me preocupar que ela tivesse de alguma forma ouvido meu aviso silencioso.“Não vou para a aula”.“Por quê?”Porque eu não quero te matar. “É saudável cabular de vez em quando”.
Eu coloquei meu CD calmante favorito – o mesmo que havia ouvido naquele primeiro dia – mas eu não estava escutando as notas de Debussy por muito tempo. Outras notas corriam pela minha cabeça, o fragmento de uma melodia que me agradou e intrigou. Eu desliguei o rádio e escutei à música na minha cabeça, brincando com o fragmento até que ele evoluiu para uma harmonia completa. Instintivamente, meus dedos se moveram no ar sobre um piano imaginário.
O que ela vê naquele esquisito? Claro, ele é rico, eu acho. As meninas pensam que ele é gostoso, mas eu não vejo isso. Muito… muito perfeitinho. Eu aposto que o pai dele faz experiências com cirurgia plástica em todos eles. É por isso que eles são todos tão branquinhos e bonitos. Não é natural. E ele é meio que… assustador. Às vezes, quando ele me encara, eu poderia jurar que ele está pensando em me matar… Esquisito…”
“É encantadora. Tem um nome?”, perguntou Esme.“Ainda não”."Há alguma história por trás dela?”, ela perguntou, um sorriso em sua voz. Isso a dava um prazer enorme, e eu me senti culpado por ter negligenciado minha música por tanto tempo. Eu havia sido egoísta.“É… uma canção de ninar, eu acho”. E acertei a ponte então. Ela levou facilmente ao próximo movimento, ganhando vida própria.“Uma canção de ninar”, ela repetiu para si mesma.Havia uma história para esta melodia, e assim que eu percebi isso, as peças se encaixaram sem esforço. A história era sobre uma garota adormecida numa cama estreita, cabelo escuro e grosso e selvagem e esparramado como uma alga marinha pelo travesseiro…
Era um alívio enorme estar aqui, poder vê-la de novo. Eu percebi que não estaria totalmente à vontade se não fosse desse jeito. Nada estava certo quando eu estava longe dela.
Eu sorri gentilmente enquanto imaginava se ela tinha ou não caído no oceano. Eu imaginei se ela havia se divertido no passeio. Eu imaginei se ela havia pensado um pouco que fosse em mim. Se ela havia sentido minha falta mesmo que com um milésimo da intensidade que eu havia sentido a dela.
Sua respiração preencheu meu nariz, e era uma lembrança de por quê eu não podia merecê-la. Depois de tudo isso, mesmo a amando tanto… ela ainda fazia minha boca se encher de água.
“Você está bravo”, ela suspirou. “Eu não devia ter dito nada”.Como se ela esconder essas tendências perturbadoras fosse ajudar a qualquer um de nós.“Não. Eu gostaria de saber o que você está pensando – mesmo que o que você esteja pensando seja insano”.“Então estou errada de novo?”, ela perguntou, um pouco agressiva agora.“Não é a isto que estou me referindo!”. Meus dentes se apertaram novamente. “´Não importa’!”, eu repeti num tom amargo.Ela engasgou. “Estou certa?”“Isso importa?”, eu rebati.
Eu encarei dentro de seus olhos, arregalados sob a grossa camada de cílios, e ansiei por dormir. Não pelo alívio, não para escapar do aborrecimento, mas porque eu queria sonhar. Talvez, se eu fosse capaz de ficar inconsciente, se eu pudesse sonhar, eu poderia viver por algumas horas num mundo onde ela e eu pudéssemos ficar juntos. Ela sonhava comigo. Eu queria sonhar com ela.
“Você poderia ter me ligado”, ela disse.Que conclusão estranha. “Mas eu sabia que você estava segura”.“Mas eu não sabia onde você estava. Eu – ”. Ela parou abruptamente, e olhou para suas mãos.“O quê?”“Eu não gostei”, ela disse timidamente, a pele sobre suas bochechas ficando mais quente. “De não te ver. Me deixou nervosa também”.Está feliz agora? , demandei de mim mesmo. Bem, aqui estava meu prêmio por ter esperanças.Eu estava desorientado, exultante, horrorizado – principalmente horrorizado – de perceber que todas as minhas alucinações mais ousadas não haviam sido tão distantes da realidade. Este era o motivo porque não importava para ela que eu fosse um monstro. Porque certo e errado não eram mais influências que me compeliam. Porque todas as minhas prioridades haviam descido um degrau, para ceder lugar no topo para esta garota.Bella gostava de mim, também.Eu sabia que não podia ser nada em comparação ao quanto eu a amava. Mas era o bastante para que ela arriscasse sua vida e se sentasse aqui comigo. Para que ela o fizesse de bom grado.Era o bastante para fazê-la sofrer se eu fizesse a coisa certa e a deixasse.Havia alguma coisa que eu pudesse fazer agora que não iria machuca-la? Qualquer uma que fosse?Eu devia ter ficado longe. Eu devia nunca ter voltado a Forks. Eu não lhe causaria nada que não fosse dor.E agora, será que isso me impediria de ficar? De piorar as coisas?
“Não”, ela mentiu, com a voz partida.Algum instinto há muito tempo enterrado me fez estender a mão em sua direção – naquele segundo eu me senti mais humano do que jamais havia me sentido. E então eu lembrei que eu… não era. E abaixei minha mão.“Sinto muito”, eu disse, minha mandíbula travada. Como eu poderia jamais dizer a ela o quanto eu sentia muito? Sentia muito por todos os erros estúpidos que eu havia cometido. Sentia muito por meu egoísmo interminável. Sentia muito que ela fosse tão infortunada que havia inspirado em mim este primeiro, trágico amor. Sentia muito também pelas coisas fora do meu controle – que eu havia sido o monstro escolhido pelo destino para encerrar sua vida, para começar.
Um milhão de pensamentos perseguiam uns aos outros na minha mente, conforme eu dirigia sem rumo pela noite.Por um longo tempo eu circulei pelas ruas, indo a lugar nenhum, pensando em Bella e na inacreditável liberdade de tê-la sabendo a verdade. Não mais eu teria que temer que ela descobrisse o que eu era. Ela sabia. E não se importava. Apesar de isso ser uma coisa obviamente ruim para ela, era maravilhosamente libertador para mim.Mais do que isso, eu pensei em Bella e em amor correspondido. Ela não poderia me amar da maneira como eu a amava – um amor tão dominador, devastador, esmagador provavelmente romperia seu corpo frágil. Mas o que ela sentia era forte o suficiente. Suficiente para subjugar o medo instintivo. Suficiente para que ela quisesse estar comigo. E estar com ela era a maior felicidade que eu jamais havia conhecido.
“Você não vê? Isso é o que prova que eu estou certo. Eu me importo mais, se eu não posso fazer isso..- ” Será que eu não seria egoísta o bastante para fazer o certo? Eu balancei a cabeça em disparato. Ela merecia uma vida. Não o que Alice havia visto o que a esperava. “Se te deixar é fazer a coisa certa..” E tinha que ser a coisa certa, não era? Não havia anjo imprudente. Bella não me pertencia. “Então eu machucaria a mim mesmo para evitar que você se machucasse, para mantê-la segura”.
Ontem começou "Caminho das Índias" caraca A M E I,tenho certeza que será minha 2ª novela preferida - a 1ª é "O Clone,lógico - adoro as novelas de Glória Perez,adoro esses romances proibidos rs. Hoje começo a ler "O morro dos ventos uivantes" tenho certeza de já ter visto esse livro aqui em casa quando criança mas nunca dei bola vou rezar pra achá-lo e mesmo que eu não o encontre concerteza o encontrei na internet, fiquei curiosa em relação a Cathy e Heathcliff.
Postado por Mabela às Terça-feira, Janeiro 20, 2009 3 comentários
terça-feira, 28 de outubro de 2008
* Vinteoitododez.
Postado por Mabela às Terça-feira, Outubro 28, 2008 4 comentários
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Love Bug!
Postado por Mabela às Quinta-feira, Outubro 23, 2008 1 comentários
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Postado por Mabela às Quarta-feira, Outubro 22, 2008 0 comentários
sábado, 27 de setembro de 2008
Beeshop
Postado por Mabela às Sábado, Setembro 27, 2008 0 comentários
terça-feira, 29 de abril de 2008
Valores
2008.Tempo de pessoas más,onde tudo e todos só querem lucrar.Valores?Príncipios? Simplesmente não existem mais e o que acontece com pessoas boas? Sofrem,choram.
"Por fora tudo está tão bem,por dentro o choro não tem fim".
Assim como me sinto,um E.T por não sentir e pensar as mesmas coisas que o resto das pessoas,preciso de um grande amigo ou uma grande amiga,mas só serve alguém como o Hassan,um amigo-irmão,alguém que me entenda e que faça por mim qualquer coisa mil vezes,porque concerteza faria também.
É triste ficar só? Sim,mas antes só do que mal acompanhado - como diz o velho ditado - ninguém se importa mais com ninguém,pessoas passam por cima de ti como se fosse um cachorro nem um cachorro merece ser tratado assim.Me pergunto onde estão as pessoas descentes,ainda existem ou as pessoas más e a tão cruel vida as fez pessoas frias e/ou sem coração? Ah,o coração.Queria poder arrancá-lo assim como o Davey Jones fez,mas não por um amor mal resolvido e sim por valores, por sentir coisas que as más pessoas me fazem sentir,coisas que por mais banais que sejam é torturante pra mim e machucam muito.
A cada dia que passa tenho mais vontade de ter 10 anos de novo,de ter a vida feliz que eu tinha,de sorrir,de cantar,de brincar,de ter um(a) amigo(a) verdadeiro(a),sinto saudade de muitas pessoas que o maldito tempo me tirou,não só de pessoas mas de coisas,da minha velha escola,do meu querido professor.Queria poder voltar a 2002,o ano que fui mais feliz e que tudo era perfeito.Não quero crescer,não quero me tornar igual a eles: adultos capitalistas interesseiros que só querem lucrar ganhando bônus e tentando viver uma vida medíocre,sem valores ou príncipios.Não quero isso,já que INfelizmente tenho que crescer passarei o resto da minha vida cuidando de crianças,retratando momentos e sentimentos e contando histórias.
No momento preciso de um(a) amigo(a) como o Hassan,alguém que se dedique a me ouvir sem me cobrar,ingênuo,que seja sincero,tenha respeito,seje leal,fiel...que tenha os valores mais puros de um ser humano.Dificil? Muito,quase impossível,mas sei que encontrarei um(a) amigo(a) assim.
Postado por Mabela às Terça-feira, Abril 29, 2008 7 comentários




